Representantes de 25 países discutem avanços e desafios das políticas para mulheres

segunda-feira, 10 Novembro, 2014 - 19:00

Os avanços e desafios para a promoção de políticas públicas para as mulheres do campo foram debatidos por mais de 100 participantes de 25 países na tarde desta segunda-feira (10), em Brasília (DF), durante a Conferência sobre Mulheres Rurais da América Latina e Caribe no Ano Internacional da Agricultura Familiar. Na plenária, participantes estrangeiros traçaram o panorama dos países que representam e propuseram uma agenda comum para as mulheres do campo.

A diretora de Políticas para Mulheres Rurais do Ministério do Desenvolvimento Agrário (DPMR/ MDA), Karla Hora, destacou que o Brasil já avançou em diversos pontos, mas ainda enfrenta desafios na paridade de gêneros. “No Brasil, a gente percebe muitos avanços em relação às políticas públicas para as mulheres, nos últimos 12 anos. Conseguimos institucionalizar diferentes mecanismos de promoção de políticas, como a Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República e a DPMR/ MDA. Essas duas estruturas foram importantes para evoluirmos nas legislações e normativas, como a titularidade conjunta da terra e créditos especiais para as mulheres na reforma agrária e no Pronaf.”

A vice-ministra do Ministério da Mulher do Paraguai, Claudia Garcia, que também coordenou a plenária da tarde, afirmou que os países estão caminhando em conjunto para a promoção da paridade. “Fico feliz em fazer parte dessa luta de igualdade entre gêneros. É necessária uma construção de políticas para as mulheres em âmbito internacional”, comentou.

A representante do Instituto Nacional de Mulheres da Costa Rica, Wendy Garita, traçou o perfil de avanços e metas a serem conquistadas pelas mulheres costa-riquenhas. “Tivemos melhorias, como o Plano Nacional de Desenvolvimento e o Censo Demográfico, que há 30 anos não era realizado. Agora, vamos saber quantas produtoras rurais temos, o que elas produzem e quais as condições.”

FAO

Uma das metas em comum entre os países participantes da Conferência é a erradicação da fome. A representante da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), Soledad Parada, apresentou, além da agenda comum, o marco estratégico. Dentre os itens presentes no marco, estão a redução da pobreza rural, um sistema agrícola mais eficiente e uma agricultura familiar mais produtiva e sustentável.

“Até 2015, queremos estar atentas e dispostas a continuar contribuindo e apoiando os movimentos sociais de mulheres, para que elas participem do processo de construção de políticas conjuntas”, disse Soledad.

Para Karla Hora, o Brasil está, de fato, cumprindo uma tarefa histórica de promoção de igualdade de gênero. “São desafios novos, mas ainda são desafios porque temos cada vez mais enfrentado os processos que levaram a desigualdade e atuado no caminho da promoção da autonomia das mulheres rurais.”

Lançamento

No primeiro dia de atividades, a DPMR e a Reunião Especializada sobre Agricultura Familiar do Mercosul (Reaf) lançaram a publicação Estudio comparativo regional de Assistencia Técnica y Extensión Rural com perspectiva de gênero. O livro é resultado do trabalho conjunto entre Brasil, Argentina e Uruguai na promoção do fortalecimento de políticas de gênero.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) também apresentou o livro Estatísticas de gênero – uma análise do Censo Demográfico 2010 e o Sistema Nacional de Informações de Gênero (SNIG).

 

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Jalila Arabi

 

 

 

 

 

 

 

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