Oficinas da Sead despertam interesse de agricultores fluminenses pelo Sipaf

sexta-feira, 19 Maio, 2017 - 13:15
Sidney Dantas / DFDA-RJ
Simone Barreto, coordenadora do Sipaf: "Acredito que, em breve, vamos analisar várias solicitações de agricultores fluminenses”

De pequenos produtores rurais, convencionais e orgânicos, a engenheiros agrônomos e secretários municipais de agricultura: diferentes atores da agricultura familiar fluminense participaram das oficinas sobre o Selo de Identificação da Participação da Agricultura Familiar (Sipaf), no Rio de Janeiro. Eles deixaram as palestras convictos da importância dessa ferramenta para a inclusão social e econômica dos homens e mulheres responsáveis pela produção de 70% dos alimentos consumidos diariamente pelas famílias brasileiras.

Durante cinco dias (15 a 19 de maio), cerca de 250 pessoas – dentre elas também trabalhadores assentados da reforma agrária, dirigentes de associações, sindicatos e cooperativas de trabalhadores do campo e extensionistas rurais – conheceram os detalhes da política federal que visa despertar a consciência da sociedade sobre a origem dos alimentos, consolidar a identidade, o orgulho profissional e a unidade dos agricultores familiares e incentivar a comercialização dos alimentos produzidos nos pequenos empreendimentos rurais.

As oficinas aconteceram nos mercados produtores dos municípios de Paracambi e Nova Friburgo; no Centro de Ensino, Pesquisa e Treinamento em Agroecologia (Cepta), da Prefeitura de Magé, e durante a reinauguração de uma feira da agricultura familiar no município de Japeri.

Ao longo das palestras, ministradas pela coordenadora do Sipaf, Simone Barreto, da Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário (Sead), foram explicados todos os aspectos do selo de origem da agricultura familiar, desde sua criação e finalidade, até seu funcionamento, condições de obtenção e os benefícios que o trabalhador rural pode obter ao associar seu produto ao conceito que a marca do Sipaf representa.

“Pelo que entendi, o selo pode fazer com que os consumidores se interessem mais pelos meus produtos, porque mostra que, por trás deles, existe todo um esforço, uma história de trabalho familiar e a nossa identidade”, disse a trabalhadora rural assentada, Margarida Virgínia da Silva, ao final da oficina do Sipaf realizada no Mercado Produtor “Terra de Educar”, em Paracambi.

Para a gerente da União das Associações e Cooperativas dos Pequenos Produtores Rurais do Rio de Janeiro (Unacoop), Margarete Teixeira, o evento melhorou o entendimento que ela tinha sobre o Sipaf e despertou o interesse dos agricultores em fazer uso dessa política para agregar valor ao produto e gerar mais renda.

“Tirei algumas dúvidas, e isso foi bom. Melhor ainda foi os agricultores terem entendido que, com o selo, os produtos ganham mais valor e vantagem competitiva em relação àqueles que não comprovam a participação da agricultura familiar em sua produção. Isso certamente fará surgir novas possibilidades de comercialização", disse Margarete.

Presidente da Cooperativa de Agricultura Familiar de Magé, Jeremias Cabral da Silva assistiu à palestra do Sipaf no Centro de Ensino, Pesquisa e Treinamento em Agroecologia (Cepta) e considerou que o selo poderá ser uma ferramenta a mais na luta pelo reconhecimento da importância do pequeno produtor rural na sociedade.

“O agricultor deve se valorizar enquanto profissional produtor de alimentos. E o uso de instrumentos como o Sipaf é benéfico porque o ajuda nesse processo de elevação da autoestima e de construção da imagem do agricultor familiar como categoria fundamental na economia rural.", afirmou Silva, ao final do evento.

Diretor do Cepta de Magé, o engenheiro agrônomo Aloísio Sturm, aprovou a realização das oficinas do Sipaf e disse esperar que o selo da agricultura familiar ajude a tornar mais conhecida a origem do alimento e o caminho que ele percorre até chegar às mesas das famílias brasileiras. “O homem urbano precisa saber que existe toda uma história antes dos alimentos chegarem aos supermercados. E o Sipaf pode esclarecer isso e dar a devida visibilidade aos produtores familiares, verdadeiros heróis anônimos do país”, opinou o diretor.

Responsável pelo apoio federal à agricultura familiar fluminense, a delegada federal do Desenvolvimento Agrário, Danielle Barros, acredita que o número de produtos com certificação da agricultura familiar irá crescer no RJ, em consequência das oficinas do Selo de Identificação da Participação da Agricultura Familiar. “Tenho certeza que todos entenderam a importância dessa política e logo se tornarão permissionários e divulgadores da marca do Sipaf. Isso vai ajudar a sociedade a reconhecer o valor da nossa agricultura familiar”, afirmou Danielle Barros.

A palestrante e coordenadora do Sipaf, Simone Barreto, também aposta no aumento dos produtos certificados pelo selo da agricultura familiar no Rio de Janeiro. “A forma como os agricultores interagiram e se mostraram atentos durante as oficinas me fez sentir que estão decididos a se tornarem permissionários do selo. Acredito que, em breve, terei que analisar muitas solicitações do Sipaf oriundas dos agricultores fluminenses”, comemorou a coordenadora.

Segundo Simone Barreto, as próximas oficinas do Sipaf serão realizadas no Norte do país, na sequência de uma programação que teve início do Rio de Janeiro e cobrirá todas as regiões do Brasil, até o final deste ano. Leia mais sobre o Sipaf neste link.

Sidney Dantas / DFDA-RJ
Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário
Assessoria de Comunicação
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