Irrigação por gotejamento reduz gastos e pode dobrar produtividade

sexta-feira, 19 Maio, 2017 - 10:45
Emater-DF / Divulgação

Crise hídrica, racionamentos, seca. Economizar água e manter a produtividade tem sido um grande desafio para o homem do campo. Mas, de acordo com especialistas, sistemas simples, como o de irrigação por gotejamento, podem reduzir o consumo, os custos e ainda aumentar a produtividade das lavouras. Tal tecnologia já vem sendo utilizada em propriedades rurais do entorno do DF e é tida como uma das técnicas de irrigação mais eficientes atualmente, pois permite alta uniformidade de aplicação de água e nutrientes às lavouras.

Para ajudar o produtor rural a minimizar as perdas, o engenheiro agrônomo e extensionista da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Distrito Federal (Emater/DF), da unidade de Brazlândia, Rodrigo Teixeira Alves, explica sobre os benefícios da irrigação por gotejamento: “Esse sistema é localizado, ou seja, a gota d’água cai próxima às raízes das plantas, por isso sua eficiência é elevada, reduzindo o desperdício. É uma técnica muito usada nas culturas de morango, tomate, berinjela, pimentão, pepino, vagem, conhecidas como hortaliças-fruto”, diz.

Segundo ele, o gotejamento está associado à proteção do solo, pois diminui a evaporação da água e a proliferação de ervas daninhas, garantindo a redução do consumo de água em até 80%, em comparação com outros tipos de irrigação. Quando o sistema é implantado da forma correta, são calculados os padrões de vasão e pressão para que a eficiência seja alcançada.

O engenheiro agrônomo explica ainda que o uso desse sistema possibilita também a economia de energia, fertilizantes e mão de obra, por meio da fertirrigação, ou seja, a diluição do adubo na água. Assim, é possível adubar e irrigar ao mesmo tempo, menos vezes por semana. Segundo ele, esse método é capaz de diminuir os intervalos de irrigação semanal, de sete para duas vezes por semana.

“O gotejamento não necessita de vasão nem pressão muito grande, pois a irrigação é localizada, dependendo do tamanho dos setores de irrigação. Por esse motivo, as tubulações são menores. Adotando esse manejo é possível inclusive em épocas de chuva dispensar a irrigação e apenas fertirrigar. Com esse controle da irrigação não se tem água de mais nem adubo de menos e o agricultor consegue produzir o dobro”, completa Rodrigo.

Como funciona

O sistema de gotejamento compreende: gotejadores, tubulações, cabeçal de controle e conjunto motobomba. O cabeçal de controle prepara a água que será distribuída no sistema, no qual são instalados o sistema de filtragem, que visa reduzir o entupimento dos emissores; os manômetros e as válvulas de controle de pressão, que permitem maior controle da lâmina de irrigação.

Além disso, no cabeçal de controle podem ser inseridos os sistemas de injeção de fertilizantes e de automação. O conjunto motobomba exerce o importante papel de impulsionar água no sistema com pressão e vazão adequadas. Normalmente, são utilizadas bombas centrífugas, de eixo horizontal, com motores elétricos ou à combustão interna.

Saiba mais sobre as políticas de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater) apoiadas pela Sead neste link. Para mais informações, consulte o técnico de Ater mais próximo de sua propriedade.                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  

Dayana Santos
Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário
Assessoria de Comunicação
Contatos: (61) 2020-0122 / 0123 e imprensa@mda.gov.br

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