Feira garante comercialização digna a agricultores

sexta-feira, 20 Janeiro, 2017 - 14:15
Paulo H Carvalho / Ascom Sead
A coordenadora do Cecaf, Rogeane Ferreira Gonçalves, apresentou a feira para o secretário especial da Sead, José Ricardo Roseno e demais integrantes da comitiva

Do campo direto para a prateleira. Bananas, tomates, todos os tipos de hortaliças. Tudo fresquinho. A produção de 100 agricultores familiares vinculados a 16 cooperativas da Paraíba tem destino certo desde julho de 2015, com a criação do Centro de Comercialização da Agricultura Familiar (Cecaf). Tudo que eles plantam e colhem vai para uma feira toda quinta-feira, organizada dentro do próprio Cecaf, que garante a esses produtores mais do que uma renda no fim do mês, mas também a exclusão dos prejuízos causados pelos atravessadores.

No meio rural, é muito comum ter esse tipo de figura. Uma pessoa que se oferece para fazer a ponte entre agricultor e os meios de comercialização.  A ideia é válida, mas é corrompida na maioria das vezes. Chamado de atravessador, ele é quem vende os produtos, mas geralmente não passa ao agricultor os lucros de forma justa. O Cecaf foi criado com um objetivo central: acabar com essa prática. " O grande foco é dar um basta. Hoje, o atravessador fica com 50% das vendas. Precisamos dinamizar esse processo e garantir que o agricultor comercialize de forma digna e justa", explica a coordenadora do Cecaf, Rogeane Ferreira Gonçalves.

Oferecer meios de comercialização ao agricultor familiar é uma das prioridades da Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário (Sead) para 2017. Em visita ao Cecaf na manhã desta sexta-feira (20), o secretário da Sead, José Ricardo Roseno, reafirmou o compromisso da pasta em otimizar as políticas públicas para que os trabalhadores rurais tenham dignidade na hora de comercializar a produção. "É uma satisfação chegar aqui e ver uma estrutura tão boa para garantir essa comercialização. Tivemos incremento no orçamento da secretaria e no fim do ano passado investimos em um plano estratégico com o objetivo de fazer com que as políticas cheguem até o agricultor e ele tenha essa assistência do momento da produção até a hora de vender", disse Roseno.

Quem vive da terra sabe bem o valor desse apoio do estado. Josefa Matias da Costa, de 69 anos, é uma dessas pessoas. Cresceu vendo os pais cuidarem do gado, correndo entre as plantações de banana. Foi assim até os 60 anos. Criou os filhos com o dinheiro que vinha das plantações. Para ela, políticas como a do Cecaf são uma prova de respeito ao trabalhador rural. "Isso aqui é muito importante. É preciso valorizar o agricultor. Sem ele ninguém vive. Tudo sai da agricultura. Vivi cuidando da terra e a gente só quer cuidar do nosso feijãozinho. Assim foi minha vida. Criei todo mundo assim e ainda alimentei muita gente."

Números da feira
O Centro de Comercialização da Agricultura Familiar fica na Avenida Hilton Souto Maior, José Américo, em João Pessoa (PB)

100: Agricultores Familiares

16: Cooperativas

800: Toneladas de alimentos comercializados no primeiro ano da feira

200 kg: Média de produção de cada agricultor por feira 

 

Camila Costa
Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário
Assessoria de Comunicação
Contatos: (61) 2020-0128 / 0127 e imprensa@mda.gov.br

 

 

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