Feira Agroecológica e da Sociobiodiversidade atrai visitantes de todo país

terça-feira, 12 Setembro, 2017 - 17:45
Paulo H Carvalho / Ascom Sead
O extrativista Valdivino Araújo é um dos representantes da Caatinga na Feira

Notícia boa para consumidores interessados em uma alimentação mais saudável e preocupados com a produção sustentável: começou a 1ª Feira de Agroecologia e da Sociobiodiversidade. O evento integra o Congresso de Agroecologia 2017 e a abertura oficial foi na manhã desta terça-feira (12). A Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário (Sead) apoia a participação da agricultura familiar na Feira com a logística para a vinda de 34 agricultores. Desta forma, incentiva a comercialização dos produtos agroecológicos brasileiros e técnicas sustentáveis de produção.

A expectativa é que durante quatro dias cerca de cinco mil pessoas, de diferentes regiões do Brasil, visitem o local. Marco Pavarino, coordenador-geral de Agroecologia e de Produção Sustentável da Sead, comenta a importância da realização do evento: “É um momento em que conseguimos reafirmar a necessidade de uma produção mais sustentável, como a agroecológica e a orgânica. E é também uma oportunidade para a agricultura familiar se destacar como produtora de alimentos saudáveis.” 

Pavarino explica que na seleção dos agricultores que receberam apoio da Sead para vir à Feira houve a preocupação de que todos os biomas do Brasil estivessem representados. “Além disso, foram selecionados extrativistas, povos e comunidades tradicionais, indígenas e agricultores familiares com produção orgânica e agroecológica. Contemplamos também agricultores que produzem artesanato”, explica. 

Neste cenário, o extrativista Valdivino Araújo, de 39 anos, é um dos representantes da Caatinga na Feira. O bioma exclusivamente brasileiro é conhecido por possuir mata clara e aberta, com períodos secos, poucas nascentes, calor e solo semiárido. A Caatinga é a região mais ruralizada do Brasil: 32% dos estabelecimentos agropecuários brasileiros estão lá. São cerca de 1,6 milhão de propriedades, sendo 75% delas de no máximo 20 hectares. O que mostra que a Caatinga é, essencialmente, agricultura familiar. 

Diretamente da Bahia, o sétimo filho de um casal de agricultores trouxe para serem comercializados produtos derivados do licuri, fruto típico do nordeste do estado. Valdivino Araújo, que mora no município de Serrolândia (BA), integra a Cooperativa de Produção do Piemonte da Diamantina (Coopes). “Nós trabalhamos com a diversidade da agricultura familiar, mas temos como carro chefe o licuri, que é uma palmácea da Caatinga, conhecido também como coquinho da Bahia”, diz. 

Ele explica que o licuri é utilizado de diversas formas, desde a alimentação humana à animal e também para fazer artesanato. Na opinião dele, as políticas da Sead impulsionaram os negócios. “Nós temos a Declaração de Aptidão ao Pronaf (DAP) Jurídica e pudemos acessar o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). Com o crédito, conseguimos comprar três máquinas para extrair o licuri. Além disso, fizemos compras de equipamentos para cozinha que utilizamos no processo terminal dos produtos.” 

Feira

No evento, estão expostos produtos diversos, artesanatos e mudas, tanto de árvores como de hortaliças. Na parte de alimentação os visitantes da Feira encontram doces, salgados e vários frutos nativos de cada região. Além da parte de exposição e comercialização, um restaurante está montado na praça de alimentação com refeições 100% orgânicas e agroecológicas. E mais 16 quitandas, que também estão na praça de alimentação, complementam as refeições servidas pelo restaurante. Todos os dias, em dois horários, na ala sul do espaço, acontecerão apresentações culturais, das 12h às 13h, e das 18h às 22h.

A feira acontece durante o Congresso de Agroecologia 2017 que é a realização simultânea do VI Congresso Latino-americano de Agroecologia, X Congresso Brasileiro de Agroecologia e V Seminário de Agroecologia do Distrito Federal e Entorno. Os eventos são promovidos pela Sociedade Científica Latino-americana de Agroecologia (SOCLA) e Associação Brasileira de Agroecologia (ABA-Agroecologia) e organizados em Brasília por uma comissão formada por representantes da Embrapa, Universidade de Brasília, Emater-DF, Secretarias de Estado do GDF (Seagri e Sedestmidh), IBRAM e ISPN. Conta com o apoio de vários ministérios, organizações e movimentos sociais. O evento é patrocinado por BNDES, Itaipu Binacional e Fundação Banco do Brasil. 

Leia mais sobre a participação da Sead no evento neste link. 

Serviço:

Quando: de 12 a 15 de setembro de 2017, das 8h às 22h.

Onde: Centro de Convenções Ulysses Guimarães

Entrada gratuita na Feira Agroecológica e da Sociobiodiversidade, nos estandes e nas tendas do Caminho do Saber. A participação na programação científica do Congresso Brasileiro de Agroecologia requer inscrição, que pode ser feita pelo site até o dia 10 de setembro ou diretamente no local.

 

Ouça na rádio:

 

Carolina Gama 
Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário
Assessoria de Comunicação
Contatos: (61) 2020-0128 / 0127 e imprensa@mda.gov.br

Imagens: 
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