Bahia recebe capacitação sobre fortaleza do maracujá da caatinga

quinta-feira, 10 Agosto, 2017 - 15:45
Revecca Tapie / Slow Food

Juazeiro, na Bahia, receberá, nesta quinta-feira (10) e sexta-feira (11), capacitação em associativismo e cooperativismo para melhorar a gestão da Fortaleza do maracujá da caatinga na região. A Fortaleza é um projeto do movimento Slow Food, feito em parceria com a Universidade Federal de Santa Catarina e com a Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário (Sead), criado para identificar – e preservar - produtos em extinção. O maracujá está catalogado desde 2015, no entanto, segundo os agricultores, está no momento de renovar as informações para, consequentemente, potencializar o movimento.

O projeto faz parte da iniciativa Alimentos Bons, Limpos e Justos, que busca incentivar um olhar sustentável para os alimentos que chegam até a mesa do consumidor. A capacitação em associativismo foi ministrada pelo professor e coaching Reis Makarenko, especialista em metodologias de processos ecossociais. No cronograma, será feita uma atualização da Forças, Oportunidades, Fraquezas e Ameaças (FOFA) e do protocolo de produção da Fortaleza específica do maracujá da caatinga.

O protocolo de produção é elaborado quando os produtores se organizam para uma tomada de decisões relacionadas aos critérios de produção do alimento. Os agricultores consideram todo o processo, desde o preparo da terra até o a hora em que o alimento está pronto para o consumo. É exatamente este protocolo que dirá se um determinado alimento faz parte da fortaleza ou não. Um dos critérios para isso é ter uma produção isenta de agrotóxicos.

O agricultor familiar José Gonçalves de Almeida, de 35 anos, participará da capacitação. Ele é associado da Cooperativa Agropecuária Familiar de Canudos, Uauá e Curaçá (Coopercuc). “Esse curso vai agregar muito o nosso trabalho, melhorar nosso conhecimento, e isso significará um potencial para o manejo adequado em relação ao maracujá, na perspectiva de melhorar a produção e o rendimento dos produtores da região”, declarou José. Ao todo, 30 produtores do território do Sertão do São Francisco, entre cooperativas, associações, grupos organizados e a Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF), participam do evento.

A cooperativa a qual José é cooperado acessa o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) desde 2003, como um incentivo à comercialização dos agricultores. Além do maracujá da Caatinga, os produtores cultivam a variedade de umbu, no município de Uauá, no Sertão São Francisco.

A coordenadora do movimento Slow Food na região Nordeste, Revecca Tapie, explica que os agricultores do maracujá pediram a capacitação porque identificaram a necessidade de se organizar e otimizar o trabalho em equipe. “A decisão do curso, a solicitação, vem dos agricultores. O objetivo é fortalecer ainda mais o trabalho das associações e das cooperativas, que são membros da Fortaleza do maracujá da Caatinga, além de promover a comercialização do produto”.  

O projeto trabalha para a ampliação e qualificação da participação da agricultura familiar brasileira no movimento Slow Food. As fortalezas são criadas para preservar um produto tradicional ou uma técnica de produção com risco de ser extinta, como no caso de pesca, produção animal, processamento ou cultivo. Leia mais aqui.

 

Marília Fidélis
Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário
Assessoria de Comunicação
Contatos: (61) 2020-0128 / 0127 e imprensa@mda.gov.br

 

 

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