Agricultura Familiar na Raiz – A Sead

quinta-feira, 27 Dezembro, 2018 - 11:45
Rômulo Serpa/ Edição: Ascom/ Sead

 

Durante dois meses a Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário (Sead) divulgou a campanha Agricultura Familiar na Raiz, que teve como objetivo apresentar a importância do órgão para o desenvolvimento do país, por meio de políticas públicas, assistência técnica e programas referentes às questões agrárias e fundiárias, além de responder às demandas da sociedade e dos movimentos sociais com enfoque na agricultura familiar.

E para fechar a campanha entrevistamos o secretário especial da Sead, Jefferson Coriteac, a fim de encerrar este ciclo e pontuar quais foram as principais ações realizadas ao final de mais ano.

 

Secretário, sabemos que você é formado em Administração de Empresas e atuou como metalúrgico na maior parte da sua vida profissional, sendo a agricultura familiar uma novidade na sua carreira. Após dois anos e meio trabalhando com a pasta, qual é a sua visão sobre a importância do setor?

Realmente eu não tinha intimidade com o termo agricultura familiar. Eu era como muitos brasileiros que achavam que os produtos vinham de grandes distribuidoras, indústrias ou plantações. Não fazia ideia de que às vezes o meu vizinho ou alguém muito próximo da minha casa podia ser quem fornecia para uma grande empresa, um mercado ou o sacolão ali perto. Isso para mim foi sensacional, conhecer a história, entender e valorizar o tema.

E agora, após ter o entendimento, com certeza, serei um defensor da agricultura familiar para o resto da minha vida. Tive a oportunidade de atuar na área ajudando no fomento de políticas públicas para o setor, o que me fez crescer muito. Tenho certeza que vou para 2019 com mais conhecimento e apaixonado por essa pauta.

Durante minha gestão fiz questão de enfatizar com dados que a agricultura familiar é de suma importância para a economia e desenvolvimento do país, sendo responsável por mais de 70% do alimento que vai à mesa do povo brasileiro e representando o 8º maior produtor de alimentos do mundo.

 

Na sua opinião, o ano de 2018 resultou em um saldo positivo para os agricultores familiares?

Sim, com certeza. Tivemos um salto de qualidade muito grande. Políticas públicas que não eram enfatizadas passaram a ser aplicadas. Nossa preocupação sempre foi com quem realmente importa, ou seja, irá atingir o agricultor familiar? Com isso em mente, conseguimos alcançar e avançar muito, mesmo com pouco recurso, mas com muito boa vontade, levamos o acesso às políticas públicas ao agricultor familiar.

 

Quais foram as maiores conquistas?

Acredito que a maior conquista foi o reconhecimento por parte dos agricultores familiares de que as políticas não terminaram junto com o extinto Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), pois esse era o maior receio. Pelo contrário, fortalecemos as políticas, demos mais voz ao homem do campo, fizemos vários avanços com relação à compra de maquinário, de carros e computadores para a assistência técnica e para os institutos de terra.

Entre tantas conquistas temos as taxas de juros para crédito rural que diminuíram por dois anos consecutivos, entregamos mais de 60 mil títulos de terra (títulos rurais, CROs entre outros), e ainda, fechamos acordos de cooperação técnica de extrema importância para o fomento da agricultura familiar. Um desses acordos foi com a Associação Brasileira de Supermercados (Abras), que é responsável pela comercialização direta de 89 mil lojas, com circulação de 27 milhões de pessoas por dia.

 

Durante a sua gestão ouvimos várias vezes você abordar o tema comercialização. Qual a importância dela e o que foi feito?

Identificamos ao longo deste tempo que o grande gargalo da agricultura familiar é a comercialização. Com as políticas públicas, o produtor tem a possibilidade de adquirir sua terra e melhorar cada dia sua capacidade de produção, mas isso não é o suficiente, porque ele planta, colhe, armazena, no entanto na hora de vender, o que fazer?

Reconhecendo essa dificuldade, fizemos todo um trabalho para fomentar a comercialização. De que maneira? Mostrando à sociedade quais são os produtos da agricultura familiar, dando visibilidade a eles, aumentando a quantidade de feiras pelo país e fora dele, oferecendo mais recursos aos expositores, como exemplo os kit-feiras. Essas foram maneiras de aproximar o campo da vida urbana.

A Cozinha Show foi outra forma de demonstrarmos que o produto da agricultura familiar pode ser utilizado além da nossa culinária diária. Apresentamos o trabalho de chefes renomados da alta gastronomia, usando em suas receitas produtos vindos diretamente das mãos dos agricultores familiares, o que mostra o leque de possibilidades para a valorização e venda desses produtos em restaurantes, resorts e na área do turismo rural.

 

A agricultura familiar brasileira esteve presente também em diversas feiras internacionais. A diversidade do setor chama a atenção de outros países?

Entendemos que o agricultor familiar não precisa se restringir apenas a sua comunidade, bairro ou cidade. Ele pode ampliar os horizontes e investir na comercialização internacional. Nessas feiras, possibilitamos aos agricultores que apresentem seus produtos, sua cultura e sabores, e que façam negócios com outros países que apreciam nossa diversidade, bem como o povo brasileiro.

 

Neste fim de ano, qual é a mensagem que você gostaria de deixar para todos os agricultores familiares e para os envolvidos com a pauta?

Gostaria primeiramente de agradecer aos agricultores familiares que trazem tanto orgulho ao povo brasileiro pelo trabalho fundamental que exercem diariamente. É importante ressaltar que a agricultura familiar vai muito além do seu sustento diário. A agricultura familiar alimenta o mundo. E não falo apenas no sentido literal de alimentação, sobre comer, mas sobre alimentar a economia com a geração de empregos e comercialização, alimentar o meio ambiente com a forma de manejo sustentável, alimentar a cultura com a valorização de produtos regionais e alimentar o respeito e as relações interpessoais com a luta pela redução das desigualdades, debates e promoção de gêneros, juventude, quilombolas e povos tradicionais.

Deixo aqui meus sinceros parabéns e agradecimentos a todos os envolvidos com a pauta, que se dedicam para que cada dia o setor se fortaleça mais, uma vez que o crescimento do país passa pela agricultura familiar.

 

Campanha Agricultura Familiar na Raiz

A campanha “Agricultura Familiar na Raiz” é promovida pela Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário (Sead), com o intuito de apresentar o impacto de suas ações voltadas ao agricultor familiar em prol do desenvolvimento no país. O setor é responsável por cerca de 70% dos alimentos que chegam à mesa dos brasileiros.
 
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