Agricultores familiares têm oportunidade de expansão de negócio no Salão do Artesanato

sexta-feira, 16 Novembro, 2018 - 13:00
Ascom Sead

O reconhecimento é o mais importante, e a artesã Nizete Santos Carvalho, 39 anos, pode confirmar isso. Apaixonada pelo artesanato desde pequena, a maranhense estudou, terminou o segundo grau, fez curso profissionalizante, mas decidiu escutar o coração e assumiu ao trabalho que amava. Hoje, ela produz e vende bolsas, chapéus, mandalas, toalhas, tapetes e cestos. Entre 7 e 11 de novembro, a profissional teve a oportunidade de expor as peças fabricadas com fibra de buriti no 11° Salão do Artesanato, em São Paulo — a maior vitrine do artesanato brasileiro.  

Ao todo, foram cerca de 3 mil km, 39h de distância, uma viagem de carro e dois voos para chegar no evento, no Expo Center Norte. Mas todo o trabalho não foi em vão. “A sensação é de que o negócio está se expandido. Estamos ganhando reconhecimento em cima do valor dessas peças”, afirmou. E Nizete garante que trabalha por amor. “Minha mãe trabalhou como agricultora e me ensinou. Eu sou artesã e aprendi com ela. Comecei a trabalhar aos oito anos, ajudando, preparando a fibra, tirando o linho. Terminei meus estudos, mas fiquei mesmo com artesanato porque sou apaixonada”, contou.

Nizete foi uma das artesãs ligadas à Secretaria Especial de Agricultura Familiar e Desenvolvimento Agrário (Sead) que participaram do evento. A feira foi uma parceria entre a pasta e o Ministério do Turismo (Mtur). Na ala “Mercado da Agricultura Familiar”, foram selecionados 15 empreendimentos para expor e comercializar produtos. Outros mil artesãos também tiveram a oportunidade de expor os produtos fabricados ao longo dos cinco dias de evento.

No total, os empreendimentos da agricultura familiar movimentaram mais de R$ 243 mil, e 98 contatos relevantes para negociação foram feitos. A área de artesanatos somou R$ 29 mil e a de alimentos e bebidas R$ 66 mil. O objetivo da feira setorial de artesanato foi levar o mercado de agricultura familiar ao público, ao mostrar a diversidade de produtos voltados para a produção sustentável, e confirmar que é possível comprar direto de quem produz.

Iracema de Oliveira Neri, 52, acredita que esse modelo de evento ajuda o crescimento do negócio, que herdou da família. Artesã desde “quando nasceu”, a moradora de Valente (MA) vende produtos feitos de sisal. “Quando você está expondo, as pessoas têm conhecimento do seu produto. Isso ajuda na comercialização, expondo produtos de sisal, que é o carro-chefe da economia no meu município”, contou.

Um dos diferenciais do evento foi o “Cozinha Show”, com a presença de chefs de cozinha renomados. Eles mostraram como a agricultura familiar é responsável por abastecer a mesa da produção brasileira, e realçaram como a gastronomia nacional pode se vincular com o setor, ao preparar receitas com os produtos comercializados no evento.

Agricultor há 15 anos, Marcos Andrade de Souza, 45, expôs no evento chocolates para todos os gostos: barras, bombons, gotas, mais amargos ou mais doces. Baiano, Marcos viu na agricultura uma oportunidade de negócio, e no evento, a chance de poder mostrar aos outros aquilo que aprendeu amar a fazer. “É muito importante a oportunidade dada pela Sead para que a gente possa estar não só comercializando, mas divulgando nossos produtos, e criando expectativa de novos mercados”, completou.

 

Assessoria de Comunicação
Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário
Contatos: (61) 2020-0120 / 0122 e imprensa@mda.gov.br

Ir para o Topo