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O objetivo do seminário é debater o perfil do ensino da extensão rural no País
Autor: Arquivo/MDA
06/05/2008
Uma pesquisa entre as principais universidades ligadas às Ciências Agrárias e cursos relacionados à área vai apontar o cenário do ensino em Extensão Rural no nível de graduação e pós-graduação no Brasil. O resultado vai ser apresentado durante o seminário “O Estado da Arte do Ensino em Extensão Rural”, que será realizado de 26 a 28 de maio em Recife (PE).
O seminário, que vai reunir professores e coordenadores de cursos de graduação e de pós-graduação stricto sensu em Extensão Rural, é promovido pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), com apoio da Secretaria de Ensino Superior do Ministério da Educação (SESu/MEC) e em parceria com a Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE).
O evento, um dos marcos comemorativos dos 60 anos da Extensão Rural no Brasil, terá como objetivo trazer para o debate o perfil do ensino voltado à formação do profissional capaz de atender às mudanças que vêm ocorrendo no meio rural brasileiro e, dessa forma, corresponder às novas demandas. “Este evento será um marco no processo de articulação da Política Nacional de Ater e das instituições de ensino superior”, afirma o coordenador de Assistência Técnica e Extensão Rural (Dater) da Secretaria da Agricultura Familiar do MDA, Francisco Caporal.
O coordenador do Dater afirma que repensar modelos de desenvolvimento, concepções e práticas de Extensão Rural é uma necessidade reforçada pela nova Política Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (PNATER), que colocou novos temas na rotina dos atores envolvidos. Entre estes temas, Caporal destaca a agricultura familiar, a agroecologia, o desenvolvimento sustentável, a comunicação e a ação participativa. “Estes novos conceitos já fazem parte do dia-a-dia de muitos extensionistas, porém, ainda não fazem parte da maioria dos currículos das universidades”, explica.
O presidente da Associação Brasileira das Entidades Estaduais de Ater (Asbraer), José Silva Soares, afirma que, em geral, o profissional da Extensão Rural é um tecnicista, preocupado principalmente com a produtividade. “Ao contrário disso, o extensionista, hoje, deve atuar como um agente de desenvolvimento rural, levando em conta as questões sociais e ambientais, as relações pessoais e interpessoais, a comunicação, o acesso às políticas públicas, entre outros temas importantes.”
José Silva diz que o debate entre todos os atores envolvidos no processo, inclusive do âmbito acadêmico, traz boas perspectivas para o setor, pois a Extensão Rural tem se destacado como “um mercado promissor e, portanto, deve ser visto dessa forma por futuros profissionais que buscam se estabelecer no mercado de trabalho”.
A realização do Seminário tem o apoio das universidades federais de Santa Catarina, Santa Maria (RS), Viçosa (MG), Rural de Pernambuco e do Pará, além das universidades estaduais de Campinas (SP) e de Mato Grosso.
Serviço:
Seminário “O Estado da Ater de Ensino em Extensão Rural”
Data: 26 a 28 de maio de 2008
Local: Recife/Pernambuco
Realização: SAF/MDA, com o apoio da SESu/MEC, em parceria com o Programa de Pós-Graduação em Extensão Rural de Desenvolvimento Local da UFRPE.
Demais apoiadores: Universidades Federais de Santa Catarina, Santa Maria (RS), Viçosa (MG), Rural de Pernambuco e do Pará, além das Universidades Estaduais de Campinas (SP) e do Mato Grosso.