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    Vendas da agricultura familiar crescem 38% na Expointer

    05/09/2008

    O cenário de estandes superlotados no Pavilhão da Agricultura Familiar da Expointer 2008, em Esteio (RS), já se reflete nas cifras contabilizadas diariamente pelos técnicos da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater/RS). Nos seis primeiros dias da feira foram vendidos R$ 436.466,05 em produtos agroindustrializados nesse espaço. É o equivalente a 38% de aumento em relação ao mesmo período do ano anterior, quando haviam sido comercializados R$ 316.110,90.

    “Aqui dentro deste pavilhão vemos produtos muito diferenciados, bem característicos daquela gente do campo que arregaçou a manga e foi à luta”, avalia empolgado o visitante Felício Idemar Ligoski, 39 anos, de Viamão, na Região Metropolitana. Ele também é agricultor familiar, assim como as 1.054 famílias com produtos nos estandes do pavilhão. Planta melancias e melões e se diz contagiado pela qualidade dos produtos em exposição. “Esse aqui é mesmo um grupo selecionado, um grupo muito trabalhador”, exalta.

    Nos 167 estandes do Pavilhão da Agricultura Familiar há uma infinidade de queijos, copas, salames, geléias, mel e doces cristalizados, além de peças de artesanato colonial, quilombola e indígena. Há gente que desembarca ali só para resgatar o gostinho da infância vivida no campo. É o caso da contabilista Noemi Mauss, 36 anos, nascida em São Pedro da Serra, na Serra Gaúcha, e hoje residente em São Leopoldo, na Grande Porto Alegre.

    “Cheguei aqui e já tomei dois caldos de cana, coisa bem comum lá no interior, mas que na cidade grande a gente não vê mais nas ruas. A gente vem aqui e lembra direto da infância. E esse pessoal que está expondo, que vem lá de fora, do interior mesmo, se sente com certeza mais valorizado numa área especial para os produtos deles. Lembro das cobertas de lã que meu pai fazia. Encontrei iguaizinhas aqui”, conta ela.

    Resgate das origens

    O Pavilhão da Agricultura Familiar não é recheado apenas de guloseimas e de artesanatos. Em seu interior, dois expoentes da cultura gaúcha, a erva-mate e a cuia de chimarrão, são fartamente apresentados. Entre os estandes, o cheiro da erva nativa se sobressai em meio a peças de embutidos. Atiça até a curiosidade infantil, como a do gauderiozinho Bruno Pinto Gonçalves, quatro anos, de Sapucaia do Sul, também na Região Metropolitana. Acompanhado dos pais, o guri não titubeou ao eleger o que mais lhe agradou dentro do pavilhão: “Consegui comprar minha cuia do Grêmio!”, bradou.

    Com recorde de comercialização desde a sua inauguração, em 1999, o Pavilhão da Agricultura Familiar fica aberto até domingo (7), último dia da Expointer.

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