Página Inicial > Notícias > Todas as Notícias > Queijos e doces foram destaque nos estandes
Goiabada cascão, produzida no município de Cachoeira de Macacu (RJ), é apenas um dos exemplos de produtos comercializados com sucesso na quarta edição da Feira.
Autor: Ubirajara Machado
09/10/2007
A goiabada cascão produzida no município de Cachoeira de Macacu (RJ) é apenas um dos exemplos de produtos que foram comercializados com sucesso na IV Feira Nacional de Agricultura Familiar e Reforma Agrária. O evento, realizado no Pavilhão de Exposições do Parque da Cidade (ExpoBrasília), foi encerrado neste domingo (7).
Além da goiabada, a Associação dos Produtores Agroindustriais do Estado do Rio de Janeiro também comercializou no evento bombons e balas de banana-passa. O representante da Apro-Rio no evento, José Marcos de Góes, ficou satisfeito com as vendas. “A saída dos produtos foi ótima e pretendo voltar no ano que vem”, planeja.
Para o produtor, esse tipo de evento é muito importante para os agricultores familiares principalmente por conta dos contatos que são feitos. “Tem cliente meu que todo ano vem buscar doce de banana-passa na minha banca. Já deixo até separado. Isso é muito importante para divulgar os nossos produtos”, garante.
Os estandes da Feira neste ano foram divididos por biomas brasileiros – 52 deles da Mata Atlântica. Um dos destaques desse espaço, identificado pelos tótens azuis, foram os queijos artesanais, como o comercializado pela Associação dos Produtores de Queijo Canastra de Medeiros (Aprocame), região da Serra da Canastra. Todas as 178 peças de queijo que eles levaram para a Feira foram vendidas.
O técnico da Emater que representou a Aprocame no evento, Odílio Teles Teixeira, 42 anos, destacou o intercâmbio de informações entre os produtores como um dos aspectos mais importantes da Feira. “Essa troca de experiência é fundamental e muito bem-vinda. Tiramos dúvidas principalmente com relação aos aspectos da legislação sanitária”, afirma.
As delícias de Minas Gerais também puderam ser apreciadas nos estandes de doces artesanais. Além do tradicional doce-de-leite, os visitantes também puderam saborear e levar para casa doces de figo, mamão, abóbora, maracujá, laranja e uma infinidade de outros sabores. Uma das bancas que comercializou essas maravilhas foi a do Doce Artesanal Minas Chapadão, de Frutal (MG). No final do evento, restou pouco mais de 30 potes, dos 315 que a produtora levou para a Feira.
Artesanato retrata hábitos africanos
Além dos doces, o artesanato de Minas Gerais também fez sucesso na Feira. Esculturas de argila representando hábitos de mulheres e homens africanos foram a atração do estande de Taiobeiras, município do Norte de Minas Gerais.
Mulheres catando arroz, fazendo biscoito, homens pegando lenha e torrando café. A responsável pela pintura das peças, Maria Helena Souza, se disse feliz com a receptividade do seu trabalho. “São hábitos bem da roça mesmo. Algumas pessoas passam e se identificam”.
O artesanato de São Paulo, produzido a partir de buchas orgânicas estilizando animais em extinção ou alvos da biopirataria, foi muito procurado na Feira. “Mais de 90% da nossa mercadoria foi vendida. Já temos clientes cativos”, comemora Vanessa Souza, 21 anos. Os produtos da Ecobuchas são produzidos no assentamento Che Guevara, município de Teodoro Sampaio (SP), região do Pontal do Paranapanema.
De São Paulo para o Espírito Santo. Também utilizando buchas vegetais como matéria-prima, a Associação Mulheres de Guanandi, de Itapemirim (ES), expôs na Feira, pela primeira vez, a produção de cintos, bolsas e colares. Além da bucha, também são utilizadas sementes e fibra de coco.
Luana Amorim, 33 anos, saiu do evento com presentes para toda a família. “Ainda bem que passei por aqui. Além de provar doces e queijos saborosos, me encantei com o artesanato. São coisas bem diferentes, que você não vê em outras feiras. Valeu muito a pena ter vindo”, enfatiza.