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    Mulheres ensinaram técnicas de artesanato

    07/10/2007

    Jornal, papeis de escritório, cartões telefônicos, lacres de latinhas de bebidas, garrafas PET. Todo este lixo produzido nas salas do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) viram verdadeiras obras de arte nas mãos de artesãs da Coopertiva Popular de Coleta Seletiva de Produtos Recicláveis (Coortrap), em Brasília (DF).

    São pufes, porta retratos, agendas, bolsas, quadros, mandalas, flores e uma infinidade de objetos que agradaram o público. “Duvido que isso seja feito de lixo”, espanta-se Ellen Stutz, visitante do estande.

    Para quem quiser aprender a fazer pufes com garrafas PET, produzir papel reciclado decorado ou aprender várias técnicas com artesanato em jornal é só comparecer na IV Feira Nacional de Agricultura Nacional e Reforma Agrária que acontece até domingo (07) em Brasília.

    As artesãs ensinam as técnicas gratuitamente. “Além de levarem a peça para casa os participantes ainda ganham um coletor de óleo de cozinha feito com garrafas plásticas”, garante Maria Aparecida Faustino, coordenadora de cursos e oficinas da cooperativa. “Temos que preservar o meio ambiente de todas as formas”.

    Agregar valor ao produto

    A cooperativa reúne 15 entidades e mais de 3,5 mil catadores de papéis do Distrito Federal e Entorno. Essas entidades recebem lixos produzidos nas administrações públicas. Os catadores reciclam e as mulheres fazem arte com o lixo recolhido.
    Para criar essa visão empreendedora, Maria Aparecida é responsável por cursos e oficinas que ensinam novas técnicas e saídas econômicas para o lixo. “É bom ensinar, assim as pessoas ganham mais dinheiro e ainda preservamos o meio ambiente”.

    Renda extra

    O artesão, catador de papel e presidente da Coortrap, Francisco de Assis Almeida Lisboa, foi um dos idealizadores do projeto. “O objetivo é trabalhar com as esposas dos catadores, tanto para contribuir com a renda familiar quanto para aumentar a auto-estima dessas mulheres que sofrem com a pobreza e com o preconceito por ser mulher”, explica ele.

    Francisco gaba-se em dizer que hoje sua mulher ganha mais que ele. “Agregar valor ao produto rende mais do que o trabalho de catar papel, além de ser mais digno”, completa.

    Órgãos públicos focados na preservação ambiental

    A Coleta Seletiva Solidária nos órgãos públicos federais foi instituída por decreto presidencial em 2006. Esta coleta tem por objetivo separar os resíduos recicláveis descartados visando à preservação ambiental. O decreto presidencial nº 5.940, de 25 de outubro de 2006, regulamenta todo o processo de separação para fins de reciclagem nos órgãos e entidades da administração pública federal (direta e indireta).

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