Mulheres mostram potencial organizativo e produtivo


Mulheres do Sisal, do babaçu, de quilombos. Mulheres bordadeiras, dos grãos, da palha. Doze grupos de mulheres de oito estados integram redes e movimentos de empreendedoras no Espaço Organização Produtiva das Mulheres Rurais. Elas são responsáveis por 30% dos empreendimentos da Feira.

A reunião das redes de mulheres num único espaço é novidade na edição 2009. Mais do que apreciar e adquirir produtos de agroindústrias como os derivados das castanhas do babaçu, do caju e da carnaúba e uma diversidade de peças artesanais, os visitantes conferem de perto o potencial dessas mulheres na organização dos empreendimentos produtivos.

A artesã Margarida Maria Madeira Braga, 49, da Rede de Mulheres Trabalhadoras Rurais Artesãs, de Irauçuba, no Ceará, participa da Feira desde a primeira edição. “Produzimos trabalhos lindos. O que esperamos é que o público visite a Feira e queira conhecer nossos produtos porque são feitos com material de primeira qualidade e com muita criatividade”, anuncia. Margarida conta que a novidade deste ano são as redes decoradas com motivos infantis, bordadas à mão.

A exemplo de feiras feministas, as mulheres também trocam experiências e conhecimentos na edição deste ano. Durante os seis dias, nos próprios estandes, haverá intercâmbio de saberes.

 

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