• Azeite, sabonete, farinha, artesanato e carvão: nas mãos das quebradeiras, babaçu é ouro

Clareia o dia. Sabonete, azeite, colares, carvão ecológico, amêndoas, farinha, cachos inteiros seguem de caminhão. O babaçu chega ao Rio de Janeiro no dia 3 de outubro. O destino: a Casa do Incra e estandes regionais do Maranhão na edição 2009 do Brasil Rural Contemporâneo.

Do babaçu tudo se aproveita. E a Marina da Glória vai conhecer toda a cadeia do coco nativo do Brasil. Na entrada da Casa do Incra, os cachos compõem o cenário para as Encantadeiras que cantam a quebra do coco. Lá dentro, mais de 60 subprodutos. Mesocarpo, amêndoas, cascas, folhas da palmeira e endocarpo se transformam em artesanato, farinha, óleo, sabão e materiais que farão parte da ambientação da casa.

Mulheres de fibra

Perto de casa em Esperantinópolis, no Maranhão, a assentada Maria Zélia Silva Pereira, 44, cata e transforma o coco em mais de 20 produtos na cooperativa dos pequenos produtores agroextrativistas de Esperantinópolis (Coopaesp). Ela vai para o Rio apresentar, principalmente, a farinha de mesocarpo, complemento alimentar que tornou a alimentação escolar mais nutritiva no estado. Dentro da Casa, os visitantes conhecerão o cotidiano e os olhares dessas mulheres maranhenses, na exposição fotográfica Mulheres de Fibra.

Encantadeiras de coco

A quebra do coco é uma atividade tradicionalmente feminina e sempre ritmada. O som do machado no coco marca os cantos das quebradeiras. O grupo das Encantadeiras do Maranhão vai se apresentar todos os dias na Casa do Incra e nos dias 9, 11 e 12 de outubro, no Tablado, palco montado na Feira para reviver a raiz cultural brasileira.

O babaçu, palmeira nativa do Cerrado e das áreas de transição para a Amazônia, é comum nos estados do Maranhão, Piauí, Pará e Tocantins. A extração é sustentável, sem agrotóxicos, queimadas, ou derrubadas de palmeiras. Há cerca de 400 mil extrativistas de babaçu e mais de 1.300 assentamentos inseridos nas áreas de babaçuais.

O babaçu, palmeira nativa do Cerrado e das áreas de transição para a Amazônia, é muito comum nos estados do Maranhão, Piauí, Pará e Tocantins. Sua extração é feita de forma sustentável, sem o uso de agrotóxicos, sem queimadas, sem derrubadas de palmeiras e não emprega trabalho escravo ou semi-escravo.


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